"Tu, quando orares, entra no teu aposento e fecha a tua porta e ora a teu Pai..." (Mateus 6:6).
Jesus contrasta as orações dos discípulos com as dos escribas e fariseus - que Ele chama de hipócritas.
Notemos que Jesus começa dizendo: "Tu, quando orares..." Ele não disse que os discípulos e a multidão precisavam dedicar-se a oração nem que tivessem a opção de orar ou não. E como se dissesse "Tu quando comeres..." Orar e ter comunhão com Deus e tão natural para o crente como e natural satisfazer o apetite. A partir da sua conversão, quando pede perdão a Deus, o crente começa a sua vida de oração. Um crente que não ora, assemelha-se a um ser vivo que não respira - não existe!
Mais tarde, no seu ministério, Jesus e abordado por seus discípulos com o pedido que os ensinasse a orar, como João ensinava os seus seguidores. Isto denota um desejo sempre presente de crescer na escola da oração. Não e que eles não tinham a pratica da oração porem, sentiam a necessidade de orar com mais eficácia e mais poder.
Todos nos reconhecemos as nossas limitações na vida intima com Deus. Quem entre nos não tenha chegado a uma crise espiritual em que a alma clamasse com muita angustia: "Ensina-me a orar, Senhor!" Esse clamor confessa a tristeza da alma que, depois de tantas suplicas e de muito esperar, encontra-se ainda desesperada e aflita. "Por que tanto silencio dos céus? Deus não e surdo! Ele ouve e responde! Será que não sei orar? A ineficácia de minhas suplicas e de minha própria culpa? Ensina-me, o Pai, a orar!"
Nas meditações desta serie, queremos aprender com o Mestre mais sobre a oração. Ele quer nos ensinar, porque deseja a comunhão conosco. Que as suas palavras penetrem bem no fundo da nossa alma, e a nossa petição!
|