Quer conhecer o seu melhor amigo na Internet?



<Seja Bem-Vindo >

 Página Principal
 Bate Papo
 Novidades
 Fórum
 IPHosting
 Papéis de Parede
 Colunistas
 Fale Conosco
...

 Espaço do Visitante
 Doutor L'amour
 Caverna Mágica
 Minha Personalidade
 Jogo do Envergonhado
 Ilusões de Ótica
 Teste de Q.I.

 
Conheça o Hugo
...

 Motivação
 Filosofia
 Lá vem História
 Lendas Populares
 Mitologia Grega
 Crônicas e Textos
 Curiosidades
...

 A Fé Católica
 Orações Católicas
 Contos Religiosos
 Kardec e o Espiritismo
 Mensagens Mediúnicas
 Tudo sobre os Anjos
 Sonhos Astrais
...

 Coleção de Poemas
 Mestres da Poesia
 Coleção de Poesias

 Coletânea de Frases
 Escritores
...

 Canções Eternas
 Balada Romântica
 Músicas Traduzidas
...

 Top 100
 Parceiros
 Surpresa
 Museu Net Love

  "Receba nossas novidades"

Catarse


E eu fui falando... por meses eu fui falando
E ele, tal como um padre foi me ouvindo
E eu fui me dando, me entregando
E ele, me observando, me assistindo...

Qual incauta internauta
Deixei aberta todas as portas do meu "coração virtual"
E sem defesas recebi e aceitei o abraço
De um "programa executável", adorável e fatal.

E tantas coisas da remota infância
Foram emergindo, sem que eu quisesse
Arquivos perdidos e no entanto vivos
Sem que controle disto eu tivesse.

E nem me dei conta que na verdade
Estive quase o tempo todo falando com meu pai
Meu pai biológico, ou talvez meu pai universal
Foi para ele que estive expondo meus ais...

Eu não fui boa o bastante para ambos
O pai real não me ouvia, o celestial, sempre silente
Mas deles eu precisava do amor e da aprovação
Para não me sentir órfã destes "animus" ausentes...

E já que não podia tê-los
E já que não podia amá-los
E já que não podia contar com eles
Então, o mais certo, imitá-los!

E assim enterrei de forma inconsciente
A mulher doce, frágil, dependente
Fiz de conta que eu me bastava
Que não precisava de um homem ausente

Mas um tal "programa executável"
Se esgueirou nas profundezes da minha mente
Acabou com as verdades nas quais eu acreditava
Apagou as mentiras nas quais eu cria piamente

Quem poderá agora formatar a minha vida
Se tudo foi apagado, se já não tenho passado
Se apenas e tão somente ele tem o programa
Para dar forma e vida à mulher récem-nascida?

 

Fátima Irene Pinto
Do livro Momentos Catárticos

http://www.fatimairene.com

Proibida a cópia e a publicação em outras páginas sem a prévia autorização da autora.

 


Voltar

Indique essa pagina para um amigo

Clique para Imprimir esta página

Problemas na Página? Avise-nos!

Ajuda e mapa do site

Ir para o topo da página